O Web Summit e a dicotomia do consumo atual

Se o primeiro dia do Web Summit, como puderam ler, foi cheio de peripécias e aventuras, o segundo trouxe calma, pelo menos para chegar ao evento. Foi o meu dia de assistir às palestras que nos pareceram mais relevantes e esperava encontrar algo no seguimento do dia anterior, muitas empresas e conversas sobre consumo consciente e sustentável. 

Ao contrário do que previa, tropecei em temas mais virados para vendas: como vender mais, e mais rápido?, como não deixar o cliente fugir?, Como promover e satisfazer o impulso de compra do consumidor?. 

O facto de me ter deparado com duas abordagens aparentemente opostas levou-me a pensar quais serão as verdadeiras tendências de consumo do futuro. Por um lado um amanhã que caminha para um consumo mais moderado, de qualidade em vez de quantidade e por outro, para um consumo impulsivo com o foco principal e por vezes único na venda. 

Já ouvimos dizer que o conteúdo é rei. O cliente também é rei. Será a venda rainha? Não que seja ingénua ao ponto de achar que as marcas não querem lucrar o máximo possível mas a questão é: às custas do quê e qual a importância que dão aos temas mais prementes da sociedade atual são o que as distingue. 

Empresas com muito dinheiro 

Estar a assistir às apresentações e debates no palco central é como assistir a um desfile das empresas que mais dinheiro movem – no mundo. Nomes como Apple ou Bolt fazem parte do nosso vocabulário e não fazem mexer centenas ou milhares de euros! Estes nomes movem dinheiro na ordem dos milhões e biliões de euros, ou dólares, ou Yunan (se estiver na China). 

De algumas destas empresas obtivemos dicas de como chegar ao sucesso e um relance sobre o que preveem que serão os próximos passos. Os unicórnios Faire (Marketplace Online Grossista para Retalhistas e Marcas) e GoCardless (pagamentos de conta-a-conta) deixam-nos uma dica, que pode parecer cliché mas que se repete por muitas das grandes empresas, é ter fé e paciência. Para escalar o seu negócio é preciso manter o foco na missão e olhar para os números com alguma relatividade. 

Empresas como Beam Suntory, Mars e S4 Capital  partilharam connosco o que pensam que serão  as tendências para 2022 e também para 2023. A sensação geral que se vive é que apesar da diminuição do estado da pandemia em 2022, só em 2023 se vai começar a sentir verdadeiramente os efeitos e consequências da mesma. A redução de fornecimento em 2022 levará ao sobre fornecimento e a uma redução do GDP em 2023 que promoverá uma transformação digital exponencial. Em conclusão 2023 será outra vez o ano da digitalização. 

Ao longo dos próximos dias escreveremos, eu e a Mari Goméz, com maior detalhe e com um foco de interesse para o ecommerce sobre algumas destas empresas e apresentações. Acompanhem os nossos próximos artigos sobre esta visita ao Web Summit.

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