O Portugal Digital Summit é o evento organizado pela ACEPI que este ano esteve em Lisboa nos dias 22 e 23 de outubro. O evento é dedicado ao processo de transição digital pelo qual o país está a atravessar e teve como país convidado a Alemanha. Durante a sessão da tarde o painel explicou como a introdução da tecnologia está a mudar o conceito tradicional de loja chegando ao novo paradigma Figital (Phygital em inglês).

O que é preciso fazer para estar no novo paradigma com sucesso?
  • Comunicar melhor para que não haja diferenciação entre o tradicional e o digital. A marca tem que ser uma independentemente do canal
  • Mapear os friction points do dia a dia dos consumidores
  • Desenvolvimento de conteúdo e conectar os dois mundos
  • Integração de pessoas, ferramentas e métodos de trabalho

O sucesso de um negócio depende da observação do cliente e de dar-lhe o que ele quer, tendo em conta se a sua preferência é ir à loja física ou online e aproximar os dois de forma a dar-lhe o melhor de dois mundos. Na maioria dos negócios ainda existe pouca comunicação entre estes mundos. “A missão do Phygital é a ligação entre estes sistemas de forma a terem o melhor outcome para o consumidor” salienta Susana Coerver, Chief Executive Officer da Fuel.

Quando se fala no online é preciso “ter em conta que somos e seremos pessoas apesar da tecnologia. Ela existe, mas o que importa é a experiência que nos traz. E isso é o que as empresas /marcas têm que ter em conta. O consumidor tem que estar sempre em cima da mesa numa sala de reuniões” reforça Susana Coerver.

No caso da La Redoute, Portugal é o país mais rentável do grupo e isto advém no investimento numa estratégia de olhar o consumidor. Na sua nova visão estratégica estão a investir no Mobile first mas atualmente, como muitos outras empresas grandes, começam a expandir do online para o físico. “Retiramos de todos os canais o melhor para satisfazer o consumidor” ressaltou Paulo Pinto, Chief Executive Officer de La Redoute.

A la Redoute apoia-se na app vendedor para ter uma visão 360º do cliente e proporcionar ao mesmo que a experiência na loja seja um prolongamento do site, entrando assim no Figital. A loja torna-se um showroom, certos produtos são para venda, outros só para exposição e podem ser comprados através da app. Paulo Pinto revelou na sua apresentação três pontos relevantes de aprendizagem para o sucesso no Figital:

  1. Valorização da app
  2. Desenvolver a presença de amostras na loja
  3. Colocar catálogos juntos das caixas para mostrar diversos ambientes de decoração

As lojas físicas e os próprios produtos têm que transitar de elementos passivos a elementos interativos e personificar o que o consumidor quer. “As pessoas já não querem ser só impactadas na loja. Querem ir à loja e ser reconhecidos e que as lojas sejam um centro de experiências” explica Hugo Jorge, Marketing Director da LG Electronics. Do ponto de vista de um negócio interação na loja para a empresa significa mais dados que irão alimentar ferramentas CRM e consequentemente a possibilidade de proporcionar uma experiência melhor a próxima vez que a pessoa for à loja.

A loja física é um lugar de emoções que o digital ajuda ao ‘deliver’. O Digital pode entregar mas só os humanos podem ‘over-deliver’  afirma Inês Drummond Borges, Iberian Marketing Director da Worten.

Para o cliente o contacto com o produto é importante e cabe ao retalhista tirar o melhor partido desta realidade. “No conceito de phygital começamos onde paramos a última conversa. Tudo o que se consegue entregar, incluindo a proposta de valor, também se pode vender na loja” diz Inês Drummond Borges.

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