Este ano a época alta não sairá prejudicada pela pandemia! Cerca de 70% dos consumidores dizem que não planeiam diminuir gastos na época alta das compras, sendo que é mais provável que os consumidores diminuam a quantia que gastam com os seus amigos e colegas de trabalho (41%) e que aumentem a quantia gasta em si e na família.

Durante a pandemia, a nível global, os principais locais de compra das famílias deixaram  de ser os centros comerciais e as grandes superfícies, para se ver um aumento das compras no online (66% das famílias aumentaram os seus gastos pela internet) e em comércio local (50% compraram em empresas locais). E a previsão é que esta tendência se mantenha!


Segundo o estudo realizado pela Rakuten Advertising, «O Caminho para a Retoma: os Picos de Venda para 2020 Repensados», este ano, 70% dos consumidores vão dar prioridade às compras online durante a Black Friday e no Natal.  Os hábitos criados durante a COVID-19 trazem novas oportunidades para os comerciantes que estão no online. Cerca de 40% dos compradores expressaram preocupações com a saúde e o desejo de evitar grandes multidões, e por isso é provável que os consumidores continuem a direcionar-se para as compras on-line no dois picos do ano que se aproximam.

A nível global, os consumidores disseram que aumentarão os gastos nos
meses de novembro (22%) e dezembro (40%) de 2020. Na Ecommerce News Portugal resumimos as as tendências no ecommerce em Portugal provocadas pela pandemia e a importância de digitalizar os comerciantes locais apresentadas pelos CTT durante o Webinar Local Digital.

O que se manteve depois da pandemia?

Nem tudo se alterou e as mudanças que vivemos não atingiram todas as áreas que interferem com o comportamento do consumidor. As principais fontes de referência para o consumidores continuam as mesmas: família e amigos, motores de busca e marketplaces. As principais motivações de compra e envolvimento com a marca também se mantiveram a entrega gratuita, descontos e promoções.

Dicas para a campanha de Black Friday e de Natal

  • Coloca as necessidades do consumidor em primeiro lugar: Faz campanhas dinâmicas com base nas necessidades atuais dos consumidores tendo em conta a mudança nos seus hábitos e comportamentos. Os consumidores são influenciados pelas ofertas/descontos (49%) e pela necessidade imediata de compra (19%) pelo que a possibilidade de receber o seu produto em 24 horas e na janela desejada pode influenciar no momento da compra.
  • Investe no topo do funil:
    • Atingir o público-alvo através de publicidade nas redes sociais.
    • Aproveita os canais do Google Shopping para promover produtos e serviços.
    • Pesquisa paga: investe em estratégias como o YouTube, anúncios de descoberta, anúncios dinâmicos da rede de pesquisa e maximiza a cobertura de palavras-chave para alcançar consumidores que desejam descobrir novos produtos e marcas.
  • Lealdade na marca: O cliente pode comprar uma vez mas não significa que volte! É preciso incentivá-lo a voltar por exemplo através recompensas de cada vez que comprem e/ou campanhas de retargeting.
  • Testar novas tecnologias: Hoje em dia as tecnologias permitem obter um conjunto de dados para compreender os comportamentos e desejos do utilizador. Experimentar estratégias mobile como o tracking na aplicação ou investir no «Figital«, uma continuação das experiências online e offline de forma a que pareça só uma.

Com os olhos posto em 2021

54% dos consumidores globais disseram que não haverá alterações nos seus gastos em datas importantes de compras, como o Ano Novo Chinês e o Valentine’s Day, na primeira metade do ano. Isso permite que as marcas aproveitem as informações do pico de vendas de 2020 para obter sucesso no início de 2021. A esmagadora maioria dos consumidores em todo o mundo, no período de pico, têm maior probabilidade de realizar as suas compras por canais online (73%) do que na loja (54%). 

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