Apesar de todas as consequências provocadas pela pandemia, o setor do retalho registou em 2020, em Portugal, um volume de investimento superior a mil milhões de euros.

O aumento de transações de unidades alimentares marcou o ano passado como reflexo do impacto do período de confinamento.


No total, foi registado um investimento superior a 120 milhões de euros com venda de unidades alimentares e stand-alones, desse valor, 99 milhões de euros foram utilizados em operações de sale&leaseback de portfólios de supermercados.

Com a nova realidade, o consumo, os clientes e a oferta adaptaram-se. A obrigação e vontade de ficar mais em casa, em teletrabalho e na vida quotidiana, fez com que o consumo mudasse. As pessoas comem em casa, redecoraram as suas casas, compram on-line. Este novo modo de vida, fez com que o retalho alimentar, o DIY, a decoração e as entregas on-line tenham tido um «boom» em 2020 e que continuará. Algumas marcas destes setores de atividade, tiveram o seu melhor ano de sempre, tendo inclusivamente tido menos custos de operação.

Luís Vieira, diretor de retalho da Savills Portugal

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