O mobile commerce ainda não deu o salto definitivo. Embora 60% do tráfego online seja gerado a partir de smartphones, apenas 30% das compras são feitas através destes dispositivos. O problema não reside no facto de o utilizador não estar preparado ou não estar suficientemente confiante para comprar produtos neste terminal, mas sim no facto de as marcas não utilizarem uma estratégia adequada.

A análise sublinha que há casos como o da Amazon ou da Uber que obtiveram excelentes resultados nos últimos anos através do mCommerce. Isso indica que o principal desafio nesse canal é atender às expectativas dos consumidores e oferecer uma experiência de compra que lhes corresponda. Quais são as lições que podemos aprender com estes casos de sucesso? O Digital Boost resume-as em seis pontos no seu relatório:

  1.  Design otimizado, «snackable» e educativo. O design mobile do site ou da aplicação deve ser adaptado a cada tamanho de ecrã e oferecer pequenas doses de informação (texto, imagens ou vídeos) que envolvam os utilizadores de acordo com as suas necessidades, facilitando assim a decisão de compra. Se o site ou aplicação mobile de uma marca ajuda o utilizador a encontrar facilmente respostas para as suas perguntas, a possibilidade de compra aumenta em 69%.
  2.   Tempo de carregamento rápido. Os consumidores exigem velocidade e, portanto, esperam sites ou aplicações mobile ágeis e eficazes. Um tempo de carga de mais de três segundos traduz-se numa má experiência do utilizador, o que pode resultar não só na perda de uma oportunidade de venda, mas também num cliente menos no futuro.
  3.   Menu e navegação simples. A página mobile ou a aplicação tem de tornar o processo de compra o mais fácil possível, ser ágil, intuitiva e oferecer uma experiência positiva ao utilizador. Nesse sentido, uma boa organização das informações com conteúdo ágil, direto, textos curtos e de fácil compreensão que se baseie em imagens otimizadas é essencial para facilitar a leitura e que o consumidor não pare de navegar no nosso site.
  4.   Call-to-actions visíveis. Temos que impactar o utilizador, chamar sua atenção para ficar no nosso site e promover a conversão. São utilizadas técnicas como «call to action», um botão ou link que redireciona o cliente para uma página de destino que contém informações relevantes ou algum tipo de oferta para envolver completamente o utilizador.
  5.   Web Mobile User-friendly. O design deve adaptar não só a parte visual do projeto, mas também, e especialmente, o conteúdo para uma usabilidade ideal que proporciona uma experiência de utilizador excecional. Informações adequadas aos diferentes momentos de uso, descrições de produtos completadas com ícones que resumem o mais relevantes para o cliente, etc., são alguns exemplos que favorecem um maior engagment com o nosso público.
  6.   Métodos de pagamento seguros. Os utilizadores ainda se sentem desconfortáveis ao inserir os seus dados de pagamento no dispositivo móvel, por isso tem que se oferecer vários métodos de pagamento através de um sistema criptografado e com o máximo de garantias de segurança para facilitar a conclusão da compra.

 

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